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#TBT PPGHA | Decolonialidade e curadoria compartilhada: um diálogo entre povos indígenas e instituições culturais no Brasil

Toda quinta-feira, o Programa de Pós-Graduação em História da Arte (PPGHA) traz para você um destaque da produção científica feita em nosso programa. Nesta semana, apresentamos a dissertação de mestrado de Juliana Gil Bahia Knopp, defendida em setembro de 2022, sob orientação do professor Marcos Alexandre dos Santos Albuquerque.


A pesquisa, intitulada “Decolonialidade e gestão da alteridade: a prática da curadoria compartilhada entre povos indígenas e instituições culturais no Brasil”, trata de um tema muito importante e atual: a forma como os povos indígenas participam da curadoria de suas próprias culturas em museus e instituições culturais.


Desde os anos 1970, os estudos pós-coloniais vêm trazendo questionamentos sobre a história contada a partir do ponto de vista dos colonizadores. Neste contexto, as instituições culturais começam a reconhecer o direito dos povos indígenas à memória e à presença ativa na cena cultural contemporânea.


Juliana analisa duas exposições brasileiras que são exemplos dessa curadoria compartilhada:


  • Dja Guata Porã: Rio de Janeiro Indígena, realizada no Museu de Arte do Rio entre 2017 e 2018;

  • Véxoa: Nós sabemos, realizada na Pinacoteca de São Paulo entre 2020 e 2021.


A dissertação mostra como a curadoria compartilhada promove um diálogo entre colonizadores e colonizados, criando espaços de negociação e de partilha de autoridade. Essa prática traz avanços importantes, mas também apresenta desafios e controvérsias, que a pesquisa discute detalhadamente.


Esse trabalho é uma contribuição fundamental para entendermos a importância da participação indígena nas instituições culturais e o papel transformador da decolonialidade na gestão da alteridade.


A dissertação está disponível em acesso aberto e pode ser conferida no link abaixo:


Esta pesquisa foi apoiada pelo CAPES DS.


Referência completa:

 KNOPP, Juliana Gil Bahia. Decolonialidade e gestão da alteridade: a prática da curadoria compartilhada entre povos indígenas e instituições culturais no Brasil. 2022. 127 f. Dissertação (Mestrado em História da Arte) – Instituto de Artes, Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2022.

 
 

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